O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL.
LEIA COM BASTANTE ATENÇÃO
Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.
Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado .
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com OS seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.
Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo..
5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano.
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta.
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais.
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários.
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo.
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados.
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem.
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!!
Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!
Colaboração: Fernando Diniz
sexta-feira, 2 de julho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Liberou geral
Proposta de mudança do Código Florestal entrega na mão dos estados, recheada de interesses políticos, a delicada tarefa de legislar sobre nossas florestas.
Florestas são bens de interesse comum a todos os habitantes de um país. Mas, se depender da proposta ruralista de alteração do Código Florestal, as nossas vão virar balcão de negócios. O novo texto, elaborado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP), prevê que o poder de legislar e definir as normas e regras ambientais não será mais do governo federal, sim de cada Estado, ou até mesmo município.
Estadualizar uma lei de forma a torná-la mais flexível é algo inconstitucional. Do ponto de vista técnico, as regras federais são gerais e cabe aos Estados serem mais restritivos. A proposta segue o caminho oposto, descaracterizando leis que deveriam atender ao interesse de todos, tornando-as mais permissivas e, acima de tudo, sujeitas a interesses políticos.
"As florestas não conhecem divisão administrativa de Estado. Como vai ser para um rio que corte mais de um estado, se cada uma deles definir que pode desmatar mais do que o outro?", diz Rafael Cruz, coordenador da Campanha de Código Florestal. "Além disso, falta capacidade operacional de fiscalização e análise técnica nas instâncias estaduais. Isto é tarefa para o governo federal."
O texto ruralista dá sinal de liberou geral para o desmatamento. Ele prevê que passe a ser competência dos Estados elaborar um chamado Plano de Regularização Ambiental (PRA), conjunto de normas que ditam a adequação das propriedades rurais à lei.
Logo surgem as maldades. O texto agracia os proprietários rurais com cinco anos (prazo dado para que o tal PRA seja implementado em cada Estado) de isenção de multa por crime ambiental, além de dar aval para que explorem as florestas como bem lhes convier, mesmo que suas atividades estejam desrespeitando a lei.
A definição do tamanho das Áreas de Preservação Permanente (APP), regiões como margens de rios e cursos d’água, que têm função essencial de estabilizar o solo, guardar fontes de água e proteger a biodiversidade do entorno, também vira responsabilidade – ou, dependendo do caso, irresponsabilidade – dos Estados. O mesmo vale para a separação entre quais áreas desmatadas merecerão ser recuperadas e quais serão anistiadas.
A tarefa de aprovar o Plano de Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), que define as áreas que não poderão mais ser desmatadas e as compensações para quem já passou a motosserra, que antes passava pela esfera federal, vira tarefa exclusivamente estadual. Na prática, tudo isto transforma nossas florestas em moedas de troca de interesses entre proprietários e políticos.
"A regularização das áreas rurais acabou virando desculpa para a anistia, ou a autorização para mais desmatamentos. E esta decisão passou a ser de cada estado, baseada em suposições e atendendo aos interesses locais", afirma Rafael. "Aldo perdeu a chance histórica de elaborar uma proposta que diminuísse diferença entre ambientalistas e ruralistas", complementa.
Fonte: Greenpeace
Florestas são bens de interesse comum a todos os habitantes de um país. Mas, se depender da proposta ruralista de alteração do Código Florestal, as nossas vão virar balcão de negócios. O novo texto, elaborado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP), prevê que o poder de legislar e definir as normas e regras ambientais não será mais do governo federal, sim de cada Estado, ou até mesmo município.
Estadualizar uma lei de forma a torná-la mais flexível é algo inconstitucional. Do ponto de vista técnico, as regras federais são gerais e cabe aos Estados serem mais restritivos. A proposta segue o caminho oposto, descaracterizando leis que deveriam atender ao interesse de todos, tornando-as mais permissivas e, acima de tudo, sujeitas a interesses políticos.
"As florestas não conhecem divisão administrativa de Estado. Como vai ser para um rio que corte mais de um estado, se cada uma deles definir que pode desmatar mais do que o outro?", diz Rafael Cruz, coordenador da Campanha de Código Florestal. "Além disso, falta capacidade operacional de fiscalização e análise técnica nas instâncias estaduais. Isto é tarefa para o governo federal."
O texto ruralista dá sinal de liberou geral para o desmatamento. Ele prevê que passe a ser competência dos Estados elaborar um chamado Plano de Regularização Ambiental (PRA), conjunto de normas que ditam a adequação das propriedades rurais à lei.
Logo surgem as maldades. O texto agracia os proprietários rurais com cinco anos (prazo dado para que o tal PRA seja implementado em cada Estado) de isenção de multa por crime ambiental, além de dar aval para que explorem as florestas como bem lhes convier, mesmo que suas atividades estejam desrespeitando a lei.
A definição do tamanho das Áreas de Preservação Permanente (APP), regiões como margens de rios e cursos d’água, que têm função essencial de estabilizar o solo, guardar fontes de água e proteger a biodiversidade do entorno, também vira responsabilidade – ou, dependendo do caso, irresponsabilidade – dos Estados. O mesmo vale para a separação entre quais áreas desmatadas merecerão ser recuperadas e quais serão anistiadas.
A tarefa de aprovar o Plano de Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), que define as áreas que não poderão mais ser desmatadas e as compensações para quem já passou a motosserra, que antes passava pela esfera federal, vira tarefa exclusivamente estadual. Na prática, tudo isto transforma nossas florestas em moedas de troca de interesses entre proprietários e políticos.
"A regularização das áreas rurais acabou virando desculpa para a anistia, ou a autorização para mais desmatamentos. E esta decisão passou a ser de cada estado, baseada em suposições e atendendo aos interesses locais", afirma Rafael. "Aldo perdeu a chance histórica de elaborar uma proposta que diminuísse diferença entre ambientalistas e ruralistas", complementa.
Fonte: Greenpeace
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Senado dos EUA vota a favor de proposta para reduzir gases do efeito estufa
DA EFE, EM WASHINGTON
O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira uma iniciativa republicana para bloquear uma proposta do governo do presidente Barack Obama de reduzir as emissões de gases que provocam o estufa.
A moção, rejeitada por 53 votos a 47, propunha negar à EPA (Agência de Proteção Ambiental, pela sigla em inglês) poder para aplicar normas de redução de poluentes incluídas na Lei de Ar Limpo.
Os republicanos e seis democratas que deram seu voto para bloquear a iniciativa assinalaram que sua aplicação vai representar um aumento dos custos da energia e uma redução das fontes trabalhistas.
Entretanto, os democratas que rejeitaram a tentativa manifestaram que as normas têm como objetivo não só reduzir a poluição como também a dependência de petróleo e outros combustíveis fósseis.
Isto foi como "enfiar a cabeça na areia e ignorar a realidade", afirmou o senador democrata Tom Udall.
Por sua parte, Harry Reid, líder da maioria democrata, denunciou que as tentativas de bloquear as medidas eram "um presente para as grandes empresas petrolíferas".
No início da semana, a Casa Branca tinha advertido que vetaria qualquer disposição que freasse os esforços para reduzir a poluição.
A EPA anunciou uma série de normas para reduzir as emissões de gases estufa depois que a Corte Suprema dos EUA afirmou que elas representam um perigo para a saúde.
O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira uma iniciativa republicana para bloquear uma proposta do governo do presidente Barack Obama de reduzir as emissões de gases que provocam o estufa.
A moção, rejeitada por 53 votos a 47, propunha negar à EPA (Agência de Proteção Ambiental, pela sigla em inglês) poder para aplicar normas de redução de poluentes incluídas na Lei de Ar Limpo.
Os republicanos e seis democratas que deram seu voto para bloquear a iniciativa assinalaram que sua aplicação vai representar um aumento dos custos da energia e uma redução das fontes trabalhistas.
Entretanto, os democratas que rejeitaram a tentativa manifestaram que as normas têm como objetivo não só reduzir a poluição como também a dependência de petróleo e outros combustíveis fósseis.
Isto foi como "enfiar a cabeça na areia e ignorar a realidade", afirmou o senador democrata Tom Udall.
Por sua parte, Harry Reid, líder da maioria democrata, denunciou que as tentativas de bloquear as medidas eram "um presente para as grandes empresas petrolíferas".
No início da semana, a Casa Branca tinha advertido que vetaria qualquer disposição que freasse os esforços para reduzir a poluição.
A EPA anunciou uma série de normas para reduzir as emissões de gases estufa depois que a Corte Suprema dos EUA afirmou que elas representam um perigo para a saúde.
Cientistas nos EUA criam material "mais preto que o preto"
DA NEW SCIENTIST
Cientistas dos EUA criaram um material que absorve praticamente toda a luz que nele incide. Esse objeto "mais preto que o preto" pertence a uma classe de substâncias conhecidas como metamateriais, que exibem propriedades ópticas não encontradas normalmente na natureza.
Metamateriais consistem de um arranjo regular de dois ou mais componentes minúsculos, cada um menor que o comprimento de onda da luz com a qual eles interagem. É o arranjo dessa estrutura interna que dá a esses materiais suas propriedades únicas.
Evgenii Narimanov, da Universidade Purdue, em West Lafayette, Indiana, notou que deveria ser possível desenhar um metamaterial com uma estrutura interna capaz de absorver praticamente toda a radiação eletromagnética incidente dentro de uma certa faixa.
Um objeto assim seria perfeitamente preto. Objetos pretos tradicionais, por outro lado, sempre refletem um pouco de luz.
Em colaboração com Narimanov, Mikhail Noginov e colegas na Universidade Estadual Norfolk, na Virgínia, criaram um material perfeitamente preto.
O material é formado por fios de prata de 35 nanômetros de diâmetro embutidos em quadrados de 1 centímetro de óxido de alumínio de 51 micrômetros de espessura.
Teste
A equipe testou duas versões do artefato: uma polida e uma rugosa. As duas versões foram iluminadas com radiação na faixa próxima ao infravermelho, com um comprimento de onde de 900 nanômetros, pouco mais longo que o comprimento de onda do vermelho visível.
Quando a radiação incidia sobre o material em um ângulo de menos de 45º a partir da perpendicular, os cientistas notaram que 20% da radiação era refletida no aparato com superfície polida. Quando a superfície era rugosa, porém, menos de 1% da radiação era refletida.
O conceito é "igualmente aplicável a todas as partes do espectro eletromagnético", afirmou Narimanov em uma sessão da Conferência sobre Lasers e Eletro-Óptica mês passado em San Jose, Califórnia.
Narimanov disse que uma das principais aplicações desse tipo de material é militar, para uso com tecnologias do tipo "stealth", usadas para construir aviões invisíveis a radares. O novo material permitiria a construção de aviões invisíveis a faixas de ondas eletromagnéticas mais amplas.
Cientistas dos EUA criaram um material que absorve praticamente toda a luz que nele incide. Esse objeto "mais preto que o preto" pertence a uma classe de substâncias conhecidas como metamateriais, que exibem propriedades ópticas não encontradas normalmente na natureza.
Metamateriais consistem de um arranjo regular de dois ou mais componentes minúsculos, cada um menor que o comprimento de onda da luz com a qual eles interagem. É o arranjo dessa estrutura interna que dá a esses materiais suas propriedades únicas.
Evgenii Narimanov, da Universidade Purdue, em West Lafayette, Indiana, notou que deveria ser possível desenhar um metamaterial com uma estrutura interna capaz de absorver praticamente toda a radiação eletromagnética incidente dentro de uma certa faixa.
Um objeto assim seria perfeitamente preto. Objetos pretos tradicionais, por outro lado, sempre refletem um pouco de luz.
Em colaboração com Narimanov, Mikhail Noginov e colegas na Universidade Estadual Norfolk, na Virgínia, criaram um material perfeitamente preto.
O material é formado por fios de prata de 35 nanômetros de diâmetro embutidos em quadrados de 1 centímetro de óxido de alumínio de 51 micrômetros de espessura.
Teste
A equipe testou duas versões do artefato: uma polida e uma rugosa. As duas versões foram iluminadas com radiação na faixa próxima ao infravermelho, com um comprimento de onde de 900 nanômetros, pouco mais longo que o comprimento de onda do vermelho visível.
Quando a radiação incidia sobre o material em um ângulo de menos de 45º a partir da perpendicular, os cientistas notaram que 20% da radiação era refletida no aparato com superfície polida. Quando a superfície era rugosa, porém, menos de 1% da radiação era refletida.
O conceito é "igualmente aplicável a todas as partes do espectro eletromagnético", afirmou Narimanov em uma sessão da Conferência sobre Lasers e Eletro-Óptica mês passado em San Jose, Califórnia.
Narimanov disse que uma das principais aplicações desse tipo de material é militar, para uso com tecnologias do tipo "stealth", usadas para construir aviões invisíveis a radares. O novo material permitiria a construção de aviões invisíveis a faixas de ondas eletromagnéticas mais amplas.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Laryssa Borges
Direto de Brasília
Com seis votos a favor, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (10) que a exigência de ficha limpa para os candidatos a cargos eletivos já passa a vigorar nas eleições de outubro. O tema foi motivado por consulta do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que questionou a Justiça eleitoral sobre a entrada em vigência da nova legislação.
O projeto Ficha Limpa foi sancionado no dia 4 de junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prevê que passa a ser inelegível o candidato condenado em decisão tomada por mais de um juiz em caso de crimes contra a administração pública, o sistema financeiro, ilícitos eleitorais, de abuso de autoridade ou de poder político e econômico, prática de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, tortura, racismo, trabalho escravo ou formação de quadrilha. A regra do Ficha Limpa não vale, no entanto, para crimes culposos (sem intenção), para aqueles de menor potencial ofensivo (com pena de prisão menor que dois anos) e para ações penais privadas, como calúnia, injúria e difamação.
Para o relator da consulta, ministro Hamilton Carvalhido, a eventual entrada em vigor do Ficha Limpa em pleitos futuros representaria o "retardamento de algo inadiável". Ao destacar que a inelegibilidade tem a função de proteger o eleitor, por garantir que a ficha suja só possa ser atestada por um conjunto de juízes, e não em uma decisão individual, o magistrado observou que o projeto tem por objetivo "proteger a probidade administrativa para o exercício do mandato".
"A regra política visa acima de tudo o futuro, uma visão protetiva, cautelar", disse.
"Não vejo como um candidato ou um pré-candidato possa ver prejudicado seu direito adquirido (de disputar as eleições por conta das restrições do Ficha Limpa)", completou o ministro Aldir Passarinho Junior, corregedor-nacional eleitoral.
Único a discordar dos demais magistrados, o ministro Marco Aurélio Mello sequer conheceu da consulta, o que quer dizer no jargão jurídico que a considerou ilegítima. O magistrado considerou, em seguida, que a legislação não deveria ser aplicada no próximo pleito.
Iniciativa popular
A procuradora Sandra Cureau, representante do Ministério Público Eleitoral no julgamento, relembrou a importância de o projeto Ficha Limpa ter sido de iniciativa popular, a partir do recolhimento de 1,6 milhão de assinaturas.
"Foi um projeto que teve origem no seu sentimento de a sociedade dar um basta a essas candidaturas que não apresentar perfil para gerir recursos públicos. Este projeto está intimamente ligado à insatisfação popular e à vontade popular de mudar. Por ser fruto desse sentimento de insatisfação, entendo que não é um projeto que mereça ser protelado para eleições futuras. (O TSE) Precisa atender imediatamente aos anseios do povo", disse Cureau.
Fonte: Terra
Direto de Brasília
Com seis votos a favor, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (10) que a exigência de ficha limpa para os candidatos a cargos eletivos já passa a vigorar nas eleições de outubro. O tema foi motivado por consulta do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que questionou a Justiça eleitoral sobre a entrada em vigência da nova legislação.
O projeto Ficha Limpa foi sancionado no dia 4 de junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prevê que passa a ser inelegível o candidato condenado em decisão tomada por mais de um juiz em caso de crimes contra a administração pública, o sistema financeiro, ilícitos eleitorais, de abuso de autoridade ou de poder político e econômico, prática de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, tortura, racismo, trabalho escravo ou formação de quadrilha. A regra do Ficha Limpa não vale, no entanto, para crimes culposos (sem intenção), para aqueles de menor potencial ofensivo (com pena de prisão menor que dois anos) e para ações penais privadas, como calúnia, injúria e difamação.
Para o relator da consulta, ministro Hamilton Carvalhido, a eventual entrada em vigor do Ficha Limpa em pleitos futuros representaria o "retardamento de algo inadiável". Ao destacar que a inelegibilidade tem a função de proteger o eleitor, por garantir que a ficha suja só possa ser atestada por um conjunto de juízes, e não em uma decisão individual, o magistrado observou que o projeto tem por objetivo "proteger a probidade administrativa para o exercício do mandato".
"A regra política visa acima de tudo o futuro, uma visão protetiva, cautelar", disse.
"Não vejo como um candidato ou um pré-candidato possa ver prejudicado seu direito adquirido (de disputar as eleições por conta das restrições do Ficha Limpa)", completou o ministro Aldir Passarinho Junior, corregedor-nacional eleitoral.
Único a discordar dos demais magistrados, o ministro Marco Aurélio Mello sequer conheceu da consulta, o que quer dizer no jargão jurídico que a considerou ilegítima. O magistrado considerou, em seguida, que a legislação não deveria ser aplicada no próximo pleito.
Iniciativa popular
A procuradora Sandra Cureau, representante do Ministério Público Eleitoral no julgamento, relembrou a importância de o projeto Ficha Limpa ter sido de iniciativa popular, a partir do recolhimento de 1,6 milhão de assinaturas.
"Foi um projeto que teve origem no seu sentimento de a sociedade dar um basta a essas candidaturas que não apresentar perfil para gerir recursos públicos. Este projeto está intimamente ligado à insatisfação popular e à vontade popular de mudar. Por ser fruto desse sentimento de insatisfação, entendo que não é um projeto que mereça ser protelado para eleições futuras. (O TSE) Precisa atender imediatamente aos anseios do povo", disse Cureau.
Fonte: Terra
sábado, 5 de junho de 2010
Aposta no passado
No Diário Oficial da última segunda-feira, 31 de maio, saiu finalmente a autorização para dar início às obras da usina nuclear Angra 3. As empreiteiras e os militares e civis que controlam o programa nuclear brasileiro desde os tempos da ditadura, exultaram.
O resto dos brasileiros, infelizmente, tem pouco a celebrar. O país vai pagar muito por uma tecnologia ultrapassada, que gera rejeitos tóxicos para os quais ainda não se encontrou uma solução e é tocada por setores do governo que não gostam de transparência.
A Eletronuclear falava, inicialmente, em investimentos em Angra 3 da ordem de R$ 7 bilhões, agora já são R$ 9 bilhões. Angra 3 é um ótimo exemplo de indústria zumbi, ressuscitada à força quando deveria ter sido mantida no caixão. Seu reator foi desenhado nos anos 70, antes dos grandes acidentes nucleares de Chernobyl, Three Mile Island e outros tantos, que forçaram inclusive mudanças nos padrões de segurança dos reatores. Estamos colocando um calhambeque atômico no nosso quintal e pagando caro por ele.
Isso sem mencionar o problema do lixo nuclear. Construir outro reator implica em milhões de toneladas de resíduo radioativo, que é produzido nas diversas etapas da cadeia do combustível nuclear. Só na fase da mineração serão gerados mais de 6 milhões de toneladas .
Solução para esse lixo não existe em lugar algum no mundo. Mas alternativas a ele, sim. As energias renováveis, nas quais o governo deveria investir, são mantidas na gaveta por falta de vontade política. Hoje, o incentivo às fontes renováveis está no PL 630/03, empacado na Câmara dos Deputados e esquecido pelo governo e pelos parlamentares, que preferem empurrar para nossos filhos e netos a conta do lixo nuclear, empatando todos os esforços rumo a um desenvolvimento verde.
Segundo o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a licença de Angra é um marco. Para nós também. Marco de retrocesso. O sobrepreço da energia nuclear é paga pelo contribuinte, assim como os constantes déficits apresentados pela Eletronuclear. Para quem não sabe, o Brasil é o país com o segundo pior desempenho nuclear, perdendo apenas para o Paquistão. Para a CNEN, porém, Angra 3 é negócio. Como dona da INB e da NUCLEP, empresas que venderão combustível nuclear e peças, respectivamente, para Angra 3, o licenciamento do reator era óbvio, pois significa ampliação dos negócios e, consequentemente, lucro.
A licença de Angra 3 não poderia ser expedida por um órgão como a CNEN que, além de licenciar e fiscalizar, é responsável pela promoção da energia nuclear e tem interesses diretos com a construção de novos reatores. Fica claro que o interesse público não é considerado.
O avanço de Angra 3 somente corrobora a visão retrógrada que o governo Lula tem sobre o desenvolvimento do país. Ao permitir o avanço de projetos velhos, como Angra 3 e Belo Monte, Lula perde uma enorme oportunidade de avançar em alternativas energéticas que olham para um futuro condizente com as demandas sociais e ambientais do mundo de hoje. Favorecem-se, assim, as grandes empreiteiras em detrimento de uma nação inteira. Não há nada a comemorar.
Esse dinheiro deveria ser investido nas energias renováveis, que vêm conquistando o mercado internacional devido à relação custo versus benefício incomparável. Somente em 2009, a capacidade instalada de eólicas no mundo todo superou a quantidade nucleares instaladas nos últimos 15 anos. Nos últimos dez anos, foram desligados mais reatores nucleares do que instalados, em demonstração da decadência da indústria no mundo todo. Menos, agora sabe-se, no Brasil.
Fonte: Greenpeace
O resto dos brasileiros, infelizmente, tem pouco a celebrar. O país vai pagar muito por uma tecnologia ultrapassada, que gera rejeitos tóxicos para os quais ainda não se encontrou uma solução e é tocada por setores do governo que não gostam de transparência.
A Eletronuclear falava, inicialmente, em investimentos em Angra 3 da ordem de R$ 7 bilhões, agora já são R$ 9 bilhões. Angra 3 é um ótimo exemplo de indústria zumbi, ressuscitada à força quando deveria ter sido mantida no caixão. Seu reator foi desenhado nos anos 70, antes dos grandes acidentes nucleares de Chernobyl, Three Mile Island e outros tantos, que forçaram inclusive mudanças nos padrões de segurança dos reatores. Estamos colocando um calhambeque atômico no nosso quintal e pagando caro por ele.
Isso sem mencionar o problema do lixo nuclear. Construir outro reator implica em milhões de toneladas de resíduo radioativo, que é produzido nas diversas etapas da cadeia do combustível nuclear. Só na fase da mineração serão gerados mais de 6 milhões de toneladas .
Solução para esse lixo não existe em lugar algum no mundo. Mas alternativas a ele, sim. As energias renováveis, nas quais o governo deveria investir, são mantidas na gaveta por falta de vontade política. Hoje, o incentivo às fontes renováveis está no PL 630/03, empacado na Câmara dos Deputados e esquecido pelo governo e pelos parlamentares, que preferem empurrar para nossos filhos e netos a conta do lixo nuclear, empatando todos os esforços rumo a um desenvolvimento verde.
Segundo o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a licença de Angra é um marco. Para nós também. Marco de retrocesso. O sobrepreço da energia nuclear é paga pelo contribuinte, assim como os constantes déficits apresentados pela Eletronuclear. Para quem não sabe, o Brasil é o país com o segundo pior desempenho nuclear, perdendo apenas para o Paquistão. Para a CNEN, porém, Angra 3 é negócio. Como dona da INB e da NUCLEP, empresas que venderão combustível nuclear e peças, respectivamente, para Angra 3, o licenciamento do reator era óbvio, pois significa ampliação dos negócios e, consequentemente, lucro.
A licença de Angra 3 não poderia ser expedida por um órgão como a CNEN que, além de licenciar e fiscalizar, é responsável pela promoção da energia nuclear e tem interesses diretos com a construção de novos reatores. Fica claro que o interesse público não é considerado.
O avanço de Angra 3 somente corrobora a visão retrógrada que o governo Lula tem sobre o desenvolvimento do país. Ao permitir o avanço de projetos velhos, como Angra 3 e Belo Monte, Lula perde uma enorme oportunidade de avançar em alternativas energéticas que olham para um futuro condizente com as demandas sociais e ambientais do mundo de hoje. Favorecem-se, assim, as grandes empreiteiras em detrimento de uma nação inteira. Não há nada a comemorar.
Esse dinheiro deveria ser investido nas energias renováveis, que vêm conquistando o mercado internacional devido à relação custo versus benefício incomparável. Somente em 2009, a capacidade instalada de eólicas no mundo todo superou a quantidade nucleares instaladas nos últimos 15 anos. Nos últimos dez anos, foram desligados mais reatores nucleares do que instalados, em demonstração da decadência da indústria no mundo todo. Menos, agora sabe-se, no Brasil.
Fonte: Greenpeace
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