A aprovação de um Projeto de Lei na reunião dessa quinta-feira (04) na Câmara Municipal abriu caminho para a municipalização do trânsito em Patos de Minas. A decisão dos vereadores faz alterações no Projeto de Lei que criou a Junta Administrativa de Recursos de Infração, a JARI, adequando o órgão à nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito.
A JARI foi criada em Patos de Minas em 2007, mas o órgão não chegou a funcionar. A publicação de uma nova resolução do Contran fez com que a Junta ficasse irregular, logo após a sua criação. Com a aprovação do Projeto de Lei na Câmara, a JARI fica pronta para começar a funcionar.
A JARI será responsável por julgar os recursos interpostos contra penalidades e multas determinadas por agentes de trânsito. O órgão será composto por três membros efetivos e seus respectivos suplentes, que sejam representantes de entidades ligadas ao trânsito. A nomeação será feita pelo Prefeito e o mandato será de dois anos.
A criação da Junta Administrativa de Recursos de Infrações é dos fatores mais importantes para a municipalização do trânsito de Patos de Minas. A mudança está a cargo da Diretoria de Trânsito e Transporte que, além de ficar responsável pela engenharia de tráfego, controle e análise de estatística e educação no trânsito, vai cuidar também da fiscalização.
Com a municipalização do trânsito, os recursos arrecadados com multas por infrações vão permanecer na cidade para aplicação em sinalização, engenharia de tráfego e de campo, policiamento, fiscalização, educação de trânsito e manutenção das vias. Apenas 5% dos recursos deverão ser repassados para o Fundo Nacional de Educação no Trânsito.
Com uma frota de veículos que cresce a cada dia, Patos de Minas enfrenta problemas no trânsito. A municipalização é vista como alternativa para disciplinar a circulação de veículos na cidade.
Autor: Mauricio Rocha
Fonte: patoshoje.com
sábado, 6 de novembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Muito palavrório sem substância
Dilma Roussef e José Serra estrelaram no último domingo, dia 17 de outubro, a manchete de capa do jornal “O Estado de S. Paulo” falando de ambiente. Não por vontade própria. Mas por iniciativa do repórter Herton Escobar, que enviou às respectivas campanhas várias perguntas sobre o assunto. No debate realizado à noite na Rede TV, nem uma palavra. O quase silêncio que os dois candidatos à Presidência dedicaram até agora à questão ambiental foi registrado num cálculo feito pelo repórter Paulo Marqueiro, de “O Globo”.
O resultado que ele descobriu virou a manchete do matutino carioca no mesmo domingo em que Serra e Dilma apareceram no Estadão com suas ideias para tornar o Brasil mais verde e limpo. Somando daqui e subtraindo dali, Marqueiro viu que, dos 400 minutos de campanha que teve à sua disposição na TV durante o 1º turno, Dilma dedicou apenas 5 minutos desse total, ou 1, 25%, ao tema ambiental, onde o repórter também incluiu saneamento.
Serra, que dispôs de 280 minutos de propaganda eleitoral gratuita, falou apenas 2 minutos sobre o mesmo tema, 0,71% do total. No Estadão, ambos tiveram a chance de discorrer mais longamente sobre suas visões em relação ao ambiente. Mas tanto Dilma quanto Serra desperdiçaram a oportunidade. Dilma certamente acusaria seu adversário de estar tergiversando. Serra sem dúvida responderia que ela ficou só no trolóló. De certa forma, os dois teriam razão.
Sobre o futuro de nossas florestas, reforçaram o que os dois que são contra a anistia aos desmatadores e a redução da Reserva Legal e de áreas de preservação permanente (APPs), como margens de rios e encostas, previstas no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) que propõe a morte do nosso Código Florestal. São palavras que precisam ainda virar prática a partir de 1º de janeiro de 2011.
Serra propôs uma moratória no corte de árvores de cinco anos para todos os biomas para permitir a discussão sobre o que se fazer com zonas onde a agricultura está consolidada. Não ocorreu ao candidato defender uma política de desmatamento zero, que daria a ele todo o tempo do mundo para discutir essa questão e, ao mesmo tempo, protegeria para sempre o que nos resta de florestas.
Ele escreveu ao jornal que “é necessário inovar em relação à legislação” e disse que a seu ver “o setor produtivo aceita uma pausa para redefinir os marcos legais da relação entre a biodiversidade e o progresso no campo”. Em outras palavras, não assumiu posição contra o desmatamento. Dilma, do seu lado, também não. Prometeu avançar nos programas anti-desmatamento do governo Lula, sem fazer autocrítica sobre a maneira como estão funcionando, e perdeu a oportunidade de demonstrar avanços em políticas de preservação e de desenvolvimento sustentável.
Quando tentou ser específica, enrolou. “No Cerrado a situação é mais complexa”, disse, reiterando que é preciso “atuar na modernização e no uso sustentável do solo e adotar políticas para fazer uso de áreas degradadas para a expansão da agropecuária”. A candidata, no entanto, não explicou como pretende fazer nem uma coisa e nem a outra. E também, como Serra, passou ao largo das queimadas que há pouco mais de três meses queimam plantações e florestas em todo o território brasileiro, contribuindo para tornar nossa biodiversidade mais pobre, nosso ar mais poluído e o planeta mais quente.
Na questão energética, os dois também não se diferenciaram um do outro. A não ser nas palavras. Serra disse o óbvio, que fontes renováveis são melhores que os combustíveis fósseis para gerar energia. Mas não mencionou investimentos em fontes solar ou eólica. Preferiu lembrar o potencial de geração hidráulica da Amazônia – uma recordação que invariavelmente remete a megahidrelétricas e impactos imensos na floresta e nas pessoas que lá vivem. Falando em grandes obras, lavou as mãos em relação à usina de Belo Monte, dizendo que agora resta apenas fazer seus construtores cumprirem as determinações legais.
Dilma deu a impressão de achar que a única fonte renovável que existe no país é a hidrelétrica. Primeiro porque não mencionou o potencial de energia que o país pode gerar a partir do Sol e dos ventos. E, depois, porque explicitamente afirmou que não se pode abrir mão de hidrelétricas, usando Belo Monte como exemplo. Arrematou suas reflexões energéticas com uma frase vaga: “Queremos hidrelétrica mas também preservar o nosso patrimônio ambiental”.
Quando o assunto descambou para a crise do clima, Dilma e Serra hesitaram em ir além do marketing político. Ela falou na Lei do Clima aprovada sob os aplausos do governo federal em dezembro do ano passado. Disse que considera suas metas adequadas, que elas são um compromisso nacional e que há vários planos setoriais em elaboração. Não discorreu sobre os tais planos – sobre os quais a sociedade civil pede transparência desde seu anúncio, sem sucesso – e se esqueceu de mencionar que a lei até hoje não foi regulamentada. Portanto, apesar de estar em vigor, não tem como ser aplicada.
Serra saiu por caminho semelhante. Lembrou que no ano passado, quando era governador de São Paulo, aprovou na Assembléia Legislativa uma Lei do Clima para reduzir as emissões do Estado brasileiro que mais contribui para o aquecimento global. Mas deixou solta a responsabilidade do setor de transporte, responsável pela maior parcela das emissões de São Paulo, e esqueceu-se convenientemente que saiu para ser candidato à Presidência sem regulamentar a lei. Preferiu sair-se com um trololó. “… não se deve temer a agenda ambiental”, disse. “Mas sim fazer dela uma oportunidade de transformar a economia, do atual caráter predatório, para uma economia verde…”
A verdade é que as reportagens dominicais de “O Globo” e “O Estado de S. Paulo” deixam claro que, salvo raras exceções, os dois candidatos não apresentam compromissos palpáveis, evitam entrar em detalhes sobre a questão ambiental – que o cientista político Sergio Abranches qualificou no jornal carioca como fundamental para dar ao país uma agenda do século 21. No debate de ontem à noite promovido pela Rede TV e o jornal “Folha de S.Paulo” não foi diferente: os candidatos não se pronunciaram sobre o que pensam da preservação ambiental.
Por essa razão, é importante que você assine e, se já o fez, repasse para seus conhecidos a petição do Greenpeace deixando claro que seu voto irá para quem se comprometer com o desmatamento zero e o incentivo à fontes solar e eólica para a geração de energia. A petição exige ainda que Serra e Dilma debatam em detalhes a questão ambiental antes de 31 de outubro, dia da eleição.
Vote por um Brasil mais verde e limpo.
O resultado que ele descobriu virou a manchete do matutino carioca no mesmo domingo em que Serra e Dilma apareceram no Estadão com suas ideias para tornar o Brasil mais verde e limpo. Somando daqui e subtraindo dali, Marqueiro viu que, dos 400 minutos de campanha que teve à sua disposição na TV durante o 1º turno, Dilma dedicou apenas 5 minutos desse total, ou 1, 25%, ao tema ambiental, onde o repórter também incluiu saneamento.
Serra, que dispôs de 280 minutos de propaganda eleitoral gratuita, falou apenas 2 minutos sobre o mesmo tema, 0,71% do total. No Estadão, ambos tiveram a chance de discorrer mais longamente sobre suas visões em relação ao ambiente. Mas tanto Dilma quanto Serra desperdiçaram a oportunidade. Dilma certamente acusaria seu adversário de estar tergiversando. Serra sem dúvida responderia que ela ficou só no trolóló. De certa forma, os dois teriam razão.
Sobre o futuro de nossas florestas, reforçaram o que os dois que são contra a anistia aos desmatadores e a redução da Reserva Legal e de áreas de preservação permanente (APPs), como margens de rios e encostas, previstas no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) que propõe a morte do nosso Código Florestal. São palavras que precisam ainda virar prática a partir de 1º de janeiro de 2011.
Serra propôs uma moratória no corte de árvores de cinco anos para todos os biomas para permitir a discussão sobre o que se fazer com zonas onde a agricultura está consolidada. Não ocorreu ao candidato defender uma política de desmatamento zero, que daria a ele todo o tempo do mundo para discutir essa questão e, ao mesmo tempo, protegeria para sempre o que nos resta de florestas.
Ele escreveu ao jornal que “é necessário inovar em relação à legislação” e disse que a seu ver “o setor produtivo aceita uma pausa para redefinir os marcos legais da relação entre a biodiversidade e o progresso no campo”. Em outras palavras, não assumiu posição contra o desmatamento. Dilma, do seu lado, também não. Prometeu avançar nos programas anti-desmatamento do governo Lula, sem fazer autocrítica sobre a maneira como estão funcionando, e perdeu a oportunidade de demonstrar avanços em políticas de preservação e de desenvolvimento sustentável.
Quando tentou ser específica, enrolou. “No Cerrado a situação é mais complexa”, disse, reiterando que é preciso “atuar na modernização e no uso sustentável do solo e adotar políticas para fazer uso de áreas degradadas para a expansão da agropecuária”. A candidata, no entanto, não explicou como pretende fazer nem uma coisa e nem a outra. E também, como Serra, passou ao largo das queimadas que há pouco mais de três meses queimam plantações e florestas em todo o território brasileiro, contribuindo para tornar nossa biodiversidade mais pobre, nosso ar mais poluído e o planeta mais quente.
Na questão energética, os dois também não se diferenciaram um do outro. A não ser nas palavras. Serra disse o óbvio, que fontes renováveis são melhores que os combustíveis fósseis para gerar energia. Mas não mencionou investimentos em fontes solar ou eólica. Preferiu lembrar o potencial de geração hidráulica da Amazônia – uma recordação que invariavelmente remete a megahidrelétricas e impactos imensos na floresta e nas pessoas que lá vivem. Falando em grandes obras, lavou as mãos em relação à usina de Belo Monte, dizendo que agora resta apenas fazer seus construtores cumprirem as determinações legais.
Dilma deu a impressão de achar que a única fonte renovável que existe no país é a hidrelétrica. Primeiro porque não mencionou o potencial de energia que o país pode gerar a partir do Sol e dos ventos. E, depois, porque explicitamente afirmou que não se pode abrir mão de hidrelétricas, usando Belo Monte como exemplo. Arrematou suas reflexões energéticas com uma frase vaga: “Queremos hidrelétrica mas também preservar o nosso patrimônio ambiental”.
Quando o assunto descambou para a crise do clima, Dilma e Serra hesitaram em ir além do marketing político. Ela falou na Lei do Clima aprovada sob os aplausos do governo federal em dezembro do ano passado. Disse que considera suas metas adequadas, que elas são um compromisso nacional e que há vários planos setoriais em elaboração. Não discorreu sobre os tais planos – sobre os quais a sociedade civil pede transparência desde seu anúncio, sem sucesso – e se esqueceu de mencionar que a lei até hoje não foi regulamentada. Portanto, apesar de estar em vigor, não tem como ser aplicada.
Serra saiu por caminho semelhante. Lembrou que no ano passado, quando era governador de São Paulo, aprovou na Assembléia Legislativa uma Lei do Clima para reduzir as emissões do Estado brasileiro que mais contribui para o aquecimento global. Mas deixou solta a responsabilidade do setor de transporte, responsável pela maior parcela das emissões de São Paulo, e esqueceu-se convenientemente que saiu para ser candidato à Presidência sem regulamentar a lei. Preferiu sair-se com um trololó. “… não se deve temer a agenda ambiental”, disse. “Mas sim fazer dela uma oportunidade de transformar a economia, do atual caráter predatório, para uma economia verde…”
A verdade é que as reportagens dominicais de “O Globo” e “O Estado de S. Paulo” deixam claro que, salvo raras exceções, os dois candidatos não apresentam compromissos palpáveis, evitam entrar em detalhes sobre a questão ambiental – que o cientista político Sergio Abranches qualificou no jornal carioca como fundamental para dar ao país uma agenda do século 21. No debate de ontem à noite promovido pela Rede TV e o jornal “Folha de S.Paulo” não foi diferente: os candidatos não se pronunciaram sobre o que pensam da preservação ambiental.
Por essa razão, é importante que você assine e, se já o fez, repasse para seus conhecidos a petição do Greenpeace deixando claro que seu voto irá para quem se comprometer com o desmatamento zero e o incentivo à fontes solar e eólica para a geração de energia. A petição exige ainda que Serra e Dilma debatam em detalhes a questão ambiental antes de 31 de outubro, dia da eleição.
Vote por um Brasil mais verde e limpo.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A biodiversidade aponta o culpado
Um estudo de cinco anos conduzido por pesquisadores do Jardim Botânico Real, na Inglaterra, concluiu que mais de um quinto das espécies de plantas do mundo estão hoje sob ameaça de extinção. O anúncio, fruto do mais completo relatório já elaborado sobre o tema, acontece às vésperas do encontro da ONU sobre biodiversidade, em Nagoya, no Japão.
Para a pesquisa foram usados os arquivos do Jardim Botânico e do Museu de História Natural de Londres, que juntos reúnem cerca de 13 milhões de espécies, e dados da organização União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Os resultados apontam a atividade humana – entre elas, agricultura e desmatamentos - como sendo a principal causa de ameaças a mais de 380 mil espécies do mundo, com impressionantes 81%, contra 19% de responsabilidade de causas ditas naturais. Florestas tropicais estão no topo das mais ameaçadas.
“Estas conclusões reforçam a necessidade de tomarmos ações urgentes para acabar com desmatamentos até 2020, não apenas por causa da biodiversidade da flora, mas também por conta das mudanças climáticas”, diz Christoph Thies, coordenador da Campanha de Florestas.
“No mundo, a cada dois segundos, uma área de florestas do tamanho de um campo de futebol desaparece. O desmatamento é a causa de um quinto das emissões de gases de efeito estufa globais, mais do que todos os carros, aviões e trens do mundo somados”, complementa Thies.
Representantes de 193 países estarão reunidos em Nagoya para a 10ª Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica. O objetivo é o de chegar a metas comuns de redução das perdas.
Para a pesquisa foram usados os arquivos do Jardim Botânico e do Museu de História Natural de Londres, que juntos reúnem cerca de 13 milhões de espécies, e dados da organização União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Os resultados apontam a atividade humana – entre elas, agricultura e desmatamentos - como sendo a principal causa de ameaças a mais de 380 mil espécies do mundo, com impressionantes 81%, contra 19% de responsabilidade de causas ditas naturais. Florestas tropicais estão no topo das mais ameaçadas.
“Estas conclusões reforçam a necessidade de tomarmos ações urgentes para acabar com desmatamentos até 2020, não apenas por causa da biodiversidade da flora, mas também por conta das mudanças climáticas”, diz Christoph Thies, coordenador da Campanha de Florestas.
“No mundo, a cada dois segundos, uma área de florestas do tamanho de um campo de futebol desaparece. O desmatamento é a causa de um quinto das emissões de gases de efeito estufa globais, mais do que todos os carros, aviões e trens do mundo somados”, complementa Thies.
Representantes de 193 países estarão reunidos em Nagoya para a 10ª Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica. O objetivo é o de chegar a metas comuns de redução das perdas.
sábado, 11 de setembro de 2010
Evolução em tempos de mudanças climáticas
Os mecanismos que começaram a ser melhor compreendidos à partir da era Darwin são ainda misteriosos nos dias de hoje, mesmo para os biólogos.
O pesquisador Dr. John Alroy, da Universidade de Macquarie em Sidnei, publicou na revista Science hoje um estudo que indica o caminho bastante triste que a biodiversidade marinha segue. Um caminho em direção ao abismo chamado ‘Extinção’.
Há 150 anos, Charles Darwin publicou ‘A Origem das Espécies’, o segundo livro mais vendido no mundo, perdendo apenas para a Bíblia.
Darwin entendeu que a relação entre a vida e o ambiente não é casual, mas sim interdependente, e que a evolução das espécies está completamente ligada às mudanças que ocorrem no lugar onde estão inseridos.
Este conhecimento nos permite compreender que quando derrubamos uma árvore matamos também o macaco que estava lá, por exemplo. É assim que conseguimos desenvolver ferramentas mais eficientes para a conservação da biodiversidade.
Alroy nos mostra em seu estudo que as diversas alterações que causamos no planeta já afetam o curso da evolução da vida.
Fatores como a sobre-pesca, o aquecimento das águas oceânicas, a acidificação, os vazamentos de óleo, etc, causam uma forte pressão sobre os organismos, permitindo que alguns poucos sobrevivam, enquanto a gigantesca maioria deles caminha para uma grande extinção em massa.
E não é a primeira vez que isso acontece. Estudo feito a partir do registro fóssil dos oceanos de até 500 milhões de anos atrás revelou alguns eventos de extinção em massa que demandaram outros milhões de anos para recompor o ambiente marinho.
Com o descaso, somado da ignorância, chegamos a incríveis 75% do estoque pesqueiro comercial global em estado de sobre-pesca, ou no limite da pesca ou, ainda, em recuperação. Medidas efetivas não são tomadas para reverter esse cenário e no ritmo que anda a governança global, o futuro não será dos melhores.
Cabe então a pergunta: quantos estudos serão necessários para mudarmos nosso enorme hábito de extrativismo desenfreado? A que custo satisfazemos nosso modelo de sociedade? Seremos capazes de manter este modelo num futuro não muito distante?
Pense, reflita, mude.
O pesquisador Dr. John Alroy, da Universidade de Macquarie em Sidnei, publicou na revista Science hoje um estudo que indica o caminho bastante triste que a biodiversidade marinha segue. Um caminho em direção ao abismo chamado ‘Extinção’.
Há 150 anos, Charles Darwin publicou ‘A Origem das Espécies’, o segundo livro mais vendido no mundo, perdendo apenas para a Bíblia.
Darwin entendeu que a relação entre a vida e o ambiente não é casual, mas sim interdependente, e que a evolução das espécies está completamente ligada às mudanças que ocorrem no lugar onde estão inseridos.
Este conhecimento nos permite compreender que quando derrubamos uma árvore matamos também o macaco que estava lá, por exemplo. É assim que conseguimos desenvolver ferramentas mais eficientes para a conservação da biodiversidade.
Alroy nos mostra em seu estudo que as diversas alterações que causamos no planeta já afetam o curso da evolução da vida.
Fatores como a sobre-pesca, o aquecimento das águas oceânicas, a acidificação, os vazamentos de óleo, etc, causam uma forte pressão sobre os organismos, permitindo que alguns poucos sobrevivam, enquanto a gigantesca maioria deles caminha para uma grande extinção em massa.
E não é a primeira vez que isso acontece. Estudo feito a partir do registro fóssil dos oceanos de até 500 milhões de anos atrás revelou alguns eventos de extinção em massa que demandaram outros milhões de anos para recompor o ambiente marinho.
Com o descaso, somado da ignorância, chegamos a incríveis 75% do estoque pesqueiro comercial global em estado de sobre-pesca, ou no limite da pesca ou, ainda, em recuperação. Medidas efetivas não são tomadas para reverter esse cenário e no ritmo que anda a governança global, o futuro não será dos melhores.
Cabe então a pergunta: quantos estudos serão necessários para mudarmos nosso enorme hábito de extrativismo desenfreado? A que custo satisfazemos nosso modelo de sociedade? Seremos capazes de manter este modelo num futuro não muito distante?
Pense, reflita, mude.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Pressão com efeito- Béia Savassi volta atrás e mantém Secretaria de Cultura
Desde o anúncio da extinção da Secretaria de Cultura na última semana e a definição de que os assuntos do setor passariam para a Secretaria de Educação, a Prefeita Béia Savassi passou a receber fortes críticas dos agentes culturais de Patos de Minas. Até uma reunião foi realizada na tarde da quarta-feira (25) na Câmara Municipal, onde diversos setores da cultura patense marcaram presença e manifestaram de maneira dura contra a decisão do executivo.
No final da tarde dessa quinta-feira (26) a Prefeita Béia Savassi convocou a imprensa patense e mais uma vez surpreendeu ao anunciar que voltou atrás na sua decisão de colocar um fim a Secretaria de Cultura.
A Prefeita Béia Savassi também oficializou que o seu filho Gabriel Savassi vai acumular esforços e responder pela Secretaria de Desenvolvimento Social e agora também pela Secretaria de Cultura. A Sra. Mara Porto vai ser a diretora da Secretaria de Cultura.
Depois de tantas reclamações e até manifestações dos agentes culturais de Patos de Minas, a notícia foi bem recebida por todos, que esperam por uma valorização real da cultura local e não somente no campo teórico ou dos discursos. A classe entende que foi importante a demonstração de união dos últimos dias e que sem essa movimentação apresentada, com certeza a prefeita Béia Savassi não teria repensado sua posição.
Autor: Lindomar Tavares.
Fotos: Erisdalton Andrade.
fonte:patosurgente.com
No final da tarde dessa quinta-feira (26) a Prefeita Béia Savassi convocou a imprensa patense e mais uma vez surpreendeu ao anunciar que voltou atrás na sua decisão de colocar um fim a Secretaria de Cultura.
A Prefeita Béia Savassi também oficializou que o seu filho Gabriel Savassi vai acumular esforços e responder pela Secretaria de Desenvolvimento Social e agora também pela Secretaria de Cultura. A Sra. Mara Porto vai ser a diretora da Secretaria de Cultura.
Depois de tantas reclamações e até manifestações dos agentes culturais de Patos de Minas, a notícia foi bem recebida por todos, que esperam por uma valorização real da cultura local e não somente no campo teórico ou dos discursos. A classe entende que foi importante a demonstração de união dos últimos dias e que sem essa movimentação apresentada, com certeza a prefeita Béia Savassi não teria repensado sua posição.
Autor: Lindomar Tavares.
Fotos: Erisdalton Andrade.
fonte:patosurgente.com
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Agentes Culturais se reuniram nessa terça-feira (24) no plenário da Câmara Municipal para protestar contra a extinção da Secretaria de Cultura
Com a reforma administrativa anunciada pela prefeita Béia Savassi, na última semana, a pasta deixou de existir.
A Secretaria Municipal de Cultura foi criada na administração do ex-prefeito Antônio do Valle para dar suporte ao meio cultural, aos esportes, ao turismo e aos eventos realizados na cidade. A criação da pasta foi motivo de comemoração entre as pessoas envolvidas com estes segmentos.
Para os agentes culturais, a extinção da secretaria de cultura vai significar um grande prejuízo para o município que, segundo eles, ainda é muito carente nesta área. Eles reclamam que não são ouvidos pela administração municipal. O músico Vane Pimentel diz que está tentando marcar uma audiência na prefeitura há quase dois anos e não consegue.
O advogado Aurélio Rocha disse que há outros mecanismos para reduzir gastos na Administração Municipal. A artista plástica Arminda Alves disse que sofreu na pele a falta de uma secretaria específica para a cultura. Ela foi uma das pessoas que batalharam pela criação da pasta na administração anterior.
Arminda fez um apelo à prefeita Béia Savassi para que mantenha a Secretaria de Cultura pelo menos no papel. A artista plástica sugeriu que ela não seja extinta definitivamente, pois assim, um próximo administrador poderá ainda promover sua reativação.
O vice-prefeito José Eustáquio Rodrigues Alves afirmou que não haverá prejuízos para o setor. Ele garantiu que o orçamento destinado para a cultura será mantido.
Autor: Mauricio Rocha
fonte:patoshoje.com
A Secretaria Municipal de Cultura foi criada na administração do ex-prefeito Antônio do Valle para dar suporte ao meio cultural, aos esportes, ao turismo e aos eventos realizados na cidade. A criação da pasta foi motivo de comemoração entre as pessoas envolvidas com estes segmentos.
Para os agentes culturais, a extinção da secretaria de cultura vai significar um grande prejuízo para o município que, segundo eles, ainda é muito carente nesta área. Eles reclamam que não são ouvidos pela administração municipal. O músico Vane Pimentel diz que está tentando marcar uma audiência na prefeitura há quase dois anos e não consegue.
O advogado Aurélio Rocha disse que há outros mecanismos para reduzir gastos na Administração Municipal. A artista plástica Arminda Alves disse que sofreu na pele a falta de uma secretaria específica para a cultura. Ela foi uma das pessoas que batalharam pela criação da pasta na administração anterior.
Arminda fez um apelo à prefeita Béia Savassi para que mantenha a Secretaria de Cultura pelo menos no papel. A artista plástica sugeriu que ela não seja extinta definitivamente, pois assim, um próximo administrador poderá ainda promover sua reativação.
O vice-prefeito José Eustáquio Rodrigues Alves afirmou que não haverá prejuízos para o setor. Ele garantiu que o orçamento destinado para a cultura será mantido.
Autor: Mauricio Rocha
fonte:patoshoje.com
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Consumo de energia cresce 8,4% e bate recorde nas indústrias e residências
O consumo total de energia elétrica no país atingiu 34.382 GWh (gigawatts-hora) em julho, alta de 8,4% na comparação com igual período do ano passado, e de 6% em taxa acumulada de 12 meses, segundo relatório da EPE (Empresa de Pesquisa Energética).
No período de janeiro a julho, houve elevação de 9,7% no consumo de energia, ante igual período de 2009.
Entre os setores, a indústria foi que registrou maior aumento de consumo em julho, com 13,7% frente o mesmo mês do ano anterior. O segmento residencial cresceu 4,2% e o comercial 4,5%, na mesma comparação.
No caso do segmento industrial, a EPE informou que os 15.915 GWh do mês passado representam um recorde histórico para a classe, que havia registrado o seu valor máximo em agosto de 2008 (15.823 GWh).
"A trajetória recente do consumo desta classe, bem como a evolução dos principais indicadores internos de atividade, evidenciam que a retomada da indústria nacional vem se dando não apenas pelo chamado efeito base da crise de 2009, mas também pelo fato de apresentar viés de crescimento e aceleração das atividades econômicas de maneira mais ampla", disse a EPE, em nota.
No residencial, o consumo médio entre janeiro e julho (157,2 KWh/mês) é o maior desde 2001.
A EPE afirma que a classe residencial mostrou não ter sofrido com a crise financeira de 2008/2009. "Ao contrário, demonstrou uma aceleração no ritmo de crescimento, encerrando 2009 com expansão de 6,4%, a maior taxa desde 1998".
Entre os fatores apontados está o aumento da base de consumidores, que atingiu a marca de 57,1 milhões, representando crescimento de 3,5% ante julho de 2009. Além disso, são apontados "a melhoria das condições de trabalho, com a queda consistente da taxa de desemprego, aumento do emprego formal e incremento do rendimento
médio real da população".
Assim como o verificado nos últimos meses, os destaques da classe residencial são as regiões Norte e Nordeste, que cresceram ambas 13,9% frente a igual mês do ano anterior. "Essas regiões têm sido as principais beneficiadas pelo aumento da renda, pelos programas sociais do governo federal e pelo aumento da posse de equipamentos eletrônicos", diz a EPE na nota.
fonte:folha.com
No período de janeiro a julho, houve elevação de 9,7% no consumo de energia, ante igual período de 2009.
Entre os setores, a indústria foi que registrou maior aumento de consumo em julho, com 13,7% frente o mesmo mês do ano anterior. O segmento residencial cresceu 4,2% e o comercial 4,5%, na mesma comparação.
No caso do segmento industrial, a EPE informou que os 15.915 GWh do mês passado representam um recorde histórico para a classe, que havia registrado o seu valor máximo em agosto de 2008 (15.823 GWh).
"A trajetória recente do consumo desta classe, bem como a evolução dos principais indicadores internos de atividade, evidenciam que a retomada da indústria nacional vem se dando não apenas pelo chamado efeito base da crise de 2009, mas também pelo fato de apresentar viés de crescimento e aceleração das atividades econômicas de maneira mais ampla", disse a EPE, em nota.
No residencial, o consumo médio entre janeiro e julho (157,2 KWh/mês) é o maior desde 2001.
A EPE afirma que a classe residencial mostrou não ter sofrido com a crise financeira de 2008/2009. "Ao contrário, demonstrou uma aceleração no ritmo de crescimento, encerrando 2009 com expansão de 6,4%, a maior taxa desde 1998".
Entre os fatores apontados está o aumento da base de consumidores, que atingiu a marca de 57,1 milhões, representando crescimento de 3,5% ante julho de 2009. Além disso, são apontados "a melhoria das condições de trabalho, com a queda consistente da taxa de desemprego, aumento do emprego formal e incremento do rendimento
médio real da população".
Assim como o verificado nos últimos meses, os destaques da classe residencial são as regiões Norte e Nordeste, que cresceram ambas 13,9% frente a igual mês do ano anterior. "Essas regiões têm sido as principais beneficiadas pelo aumento da renda, pelos programas sociais do governo federal e pelo aumento da posse de equipamentos eletrônicos", diz a EPE na nota.
fonte:folha.com
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