RODRIGO VARGAS
DE CUIABÁ
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O juiz Tourinho Neto, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, concedeu 95 habeas corpus para todos os indiciados pela Polícia Federal na operação "Jurupari", deflagrada em Mato Grosso na semana passada para desmontar um suposto esquema de fraudes ambientais.
Entre os libertados estão Janete Riva, mulher do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva (PP); Luiz Henrique Daldegan, o ex-secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso; e o ex-chefe de gabinete do governador Silval Barbosa (PMDB), Silvio Cézar Correa.
Até ontem, a PF havia conseguido cumprir 65 dos mandados expedidos pelo juiz Julier Sebastião da Silva, da Justiça Federal de Mato Grosso.
Segundo trecho de nota divulgada pela assessoria do TRF, Tourinho Neto considerou a decisão que determinou as prisões como "genérica", abrangendo "todos os investigados sem individualizar a conduta de cada paciente".
O magistrado também pediu explicações ao juiz de primeira instância a respeito de uma anotação que constava em uma versão aparentemente não revisada de sua sentença.
"Se nato [sic] tiver político, não precisa analisar", escreveu o juiz, manifestando dúvida sobre a propriedade de uma das fazendas investigadas.
Para advogados de defesa dos acusados, o "deslize" é apontado como uma evidência do "caráter político" da operação.
A Folha ainda busca contato com o juiz Julier Sebastião.
Fonte: Jornal Folha.com
quinta-feira, 27 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Braz Paulo fala sobre a Ética na política
Após a assinatura do pedido por 14 líderes de partidos, o projeto Ficha Limpa foi aprovado na Câmara dos Deputados. Agora no senado, segundo pesquisa do Portal G1, dos 81 senadores, 50 disseram que votarão a favor do projeto do modo como ele foi aprovado pela Câmara nesta terça-feira (11). Quando for votado em plenário, em data ainda a ser definida, o texto precisará da anuência de pelo menos 41 senadores.
São leis como estas que demonstram a importância da participação popular na política. Temos visto um profundo descontentamento da população em relação a nossa classe política, é claro que não podemos simplesmente igualar a todos como um só grupo, mas é nossa responsabilidade fiscalizar e pressionar quando leis importantes serão votadas. O projeto citado é uma oportunidade para que aqueles uma vez julgados condenados em processo de corrupção ou participação em atos que firam a ética devida a um representante do povo sejam proibidos de concorrer a cargos eletivos.
Não é somente reclamar, somos também integrantes deste processo e nossa atitude conta. Se tiver um candidato que hoje lhe representa não deixe de cobrá-lo. Mande e-mails, faça pressão. O Projeto Ficha Limpa é de iniciativa popular e claro muitos políticos não querem nem pensar numa lei dessas, muitos estão legislando em causa própria e tentam impedir a todo custo a implementação da lei. Faça valer seus direitos e acompanhe as movimentações e os votos de seus candidatos.). Gostaríamos de ouvi-lo e que apresentasse suas explicações. A política é fundamental para que o cidadão tenha consciência de seus direitos e saiba cobrar quando preciso e elogiar quando possível.
Mudando de assunto, mas ainda falando de política leia isso:
O oficio circular52/10 que foi enviado a todas as escolas públicas em 12 de março deste ano é revelador. O citado oficio determina que os diretores coordenem um "processo" de revisão sobre alunos reprovados em 2009 e que estes sejam promovidos a série seguinte mesmo não atingindo a nota necessária para sua aprovação. Sinal dos tempos, reproduzo aqui parte deste documento controverso:
"Reorganizar as turmas do 2º,3º e 5º ano das escolas estaduais nelas incluindo, respectivamente, os alunos do 1º,2º e 4º ano reprovados indevidamente, no ano de 2009”.Quem assina o oficio é Raquel Elizabete de Souza Santos - Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica. Com certeza alguém num gabinete confortável em Belo Horizonte tem mais conhecimento sobre alunos que devem ou não ser promovidos pra série posterior que o setor pedagógico das escolas públicas.
É complicado pensar como nossa educação vive de estatísticas, que serão modificadas para fazer de conta que nossos alunos são ótimos e que a grande maioria passou de ano. A razão dessa radicalização se chama UNESCO, a Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura. Neste fim de ano temos de apresentar um relatório mostrando que diminuímos o índice de repetência de nossas escolas. E qual a melhor maneira? Mascarando os números. Para mostrar que somos eficientes e nossas escolas de qualidade vamos promover os alunos de forma compulsória. É pense bem em qual educação deseja pra seus filhos, pro governo basta índices pra mostrarmos internacionalmente e dizermos “o quanto somos bons”, mas a razão passa também por ele... Sempre o dinheiro.
Caso não cumpramos as metas deixamos de receber repasses internacionais. Olha ai o jeitinho brasileiro... Não conseguiu a nota? Tia Vanessa passa você pro Brasil ficar bonito lá fora. Assim caminha nossa educação não é?
Muitos educadores estão em greve, muitos não concordam com essa posição dos professores, mas pense no seguinte: qual a qualidade dos professores que deseja para seus filhos ou mesmo pra você? Qual profissão que pagando os piores salários vai conquistar os melhores profissionais? Pense Nisso... Agradeço a todos que acompanham esta coluna e me desculpo por não conseguir escrever em intervalos menores de tempo. Grande abraço e até a próxima oportunidade.
Autor: Braz Paulo
Fonte: Patos hoje
São leis como estas que demonstram a importância da participação popular na política. Temos visto um profundo descontentamento da população em relação a nossa classe política, é claro que não podemos simplesmente igualar a todos como um só grupo, mas é nossa responsabilidade fiscalizar e pressionar quando leis importantes serão votadas. O projeto citado é uma oportunidade para que aqueles uma vez julgados condenados em processo de corrupção ou participação em atos que firam a ética devida a um representante do povo sejam proibidos de concorrer a cargos eletivos.
Não é somente reclamar, somos também integrantes deste processo e nossa atitude conta. Se tiver um candidato que hoje lhe representa não deixe de cobrá-lo. Mande e-mails, faça pressão. O Projeto Ficha Limpa é de iniciativa popular e claro muitos políticos não querem nem pensar numa lei dessas, muitos estão legislando em causa própria e tentam impedir a todo custo a implementação da lei. Faça valer seus direitos e acompanhe as movimentações e os votos de seus candidatos.). Gostaríamos de ouvi-lo e que apresentasse suas explicações. A política é fundamental para que o cidadão tenha consciência de seus direitos e saiba cobrar quando preciso e elogiar quando possível.
Mudando de assunto, mas ainda falando de política leia isso:
O oficio circular52/10 que foi enviado a todas as escolas públicas em 12 de março deste ano é revelador. O citado oficio determina que os diretores coordenem um "processo" de revisão sobre alunos reprovados em 2009 e que estes sejam promovidos a série seguinte mesmo não atingindo a nota necessária para sua aprovação. Sinal dos tempos, reproduzo aqui parte deste documento controverso:
"Reorganizar as turmas do 2º,3º e 5º ano das escolas estaduais nelas incluindo, respectivamente, os alunos do 1º,2º e 4º ano reprovados indevidamente, no ano de 2009”.Quem assina o oficio é Raquel Elizabete de Souza Santos - Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica. Com certeza alguém num gabinete confortável em Belo Horizonte tem mais conhecimento sobre alunos que devem ou não ser promovidos pra série posterior que o setor pedagógico das escolas públicas.
É complicado pensar como nossa educação vive de estatísticas, que serão modificadas para fazer de conta que nossos alunos são ótimos e que a grande maioria passou de ano. A razão dessa radicalização se chama UNESCO, a Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura. Neste fim de ano temos de apresentar um relatório mostrando que diminuímos o índice de repetência de nossas escolas. E qual a melhor maneira? Mascarando os números. Para mostrar que somos eficientes e nossas escolas de qualidade vamos promover os alunos de forma compulsória. É pense bem em qual educação deseja pra seus filhos, pro governo basta índices pra mostrarmos internacionalmente e dizermos “o quanto somos bons”, mas a razão passa também por ele... Sempre o dinheiro.
Caso não cumpramos as metas deixamos de receber repasses internacionais. Olha ai o jeitinho brasileiro... Não conseguiu a nota? Tia Vanessa passa você pro Brasil ficar bonito lá fora. Assim caminha nossa educação não é?
Muitos educadores estão em greve, muitos não concordam com essa posição dos professores, mas pense no seguinte: qual a qualidade dos professores que deseja para seus filhos ou mesmo pra você? Qual profissão que pagando os piores salários vai conquistar os melhores profissionais? Pense Nisso... Agradeço a todos que acompanham esta coluna e me desculpo por não conseguir escrever em intervalos menores de tempo. Grande abraço e até a próxima oportunidade.
Autor: Braz Paulo
Fonte: Patos hoje
terça-feira, 11 de maio de 2010
O mundo cinzento das alianças
O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello anunciou sua pré-candidatura ao governo de Alagoas. Para quem se esqueceu, Collor já governou o Estado nordestino, tendo sido eleito em 1986 favorecido pela então gigantesca popularidade do presidente José Sarney, do Plano Cruzado e, consequentemente, do PMDB. Como no final o plano não deu certo, Collor deixou o PMDB e passou a culpar Sarney por todas as mazelas do Brasil, como parte da estragégia que o levou ao Palácio do Planalto, em 1989. Muitos anos depois, já reabilitado na política e agora senador pelo PTB, Collor aliou-se ao também senador e também ex-presidente Sarney no Congresso Nacional, compartilhando um novo amigo em comum: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antigos alvos da fúria política de Lula, Sarney e Collor serão inclusive cabos eleitorais de Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência da República.
Essa é a realidade das alianças políticas, capazes de passar por cima de ideologias e mágoas antigas em nome, pelo menos em tese, do interesse comum. Mais conhecidas por muitos como "é dando que se recebe", alianças polêmicas estão longe de se restringir a jovens democracias, como temos visto claramente nos últimos dias. Pouco acostumados com sua necessidade e suas consequências, os britânicos são agora obrigados a enfrentar esse monstro da política, que põe princípios de lado e levam até as mais intransigentes lideranças a dançar com o inimigo.
As eleições para o Parlamento britânico, no último dia 6, não resultaram em um vencedor claro. O Partido Conservador, da oposição, ficou com o maior número de cadeiras e teve o maior número de votos, mas sem conseguir os 326 assentos que o permitiriam governar sem alianças. Com isso, o terceiro colocado, Partido Liberal Democrata, de características "conservadoras" na economia e "esquerdistas" em políticas sociais, virou o fiel da balança. Seu líder, Nick Clegg, anunciou que negociaria um possível acordo primeiramente com os conservadores, do líder David Cameron. Após três dias de conversas, a surpresa: Clegg também vinha negociando, secretamente, com o primeiro-ministro trabalhista, Gordon Brown, que prometeu renunciar ao posto se um acordo de seu partido com os liberais fosse obtido. Ou seja, nas alianças britânicas um acordo entre o segundo e o terceiro colocados nas eleições poderia terminar com um primeiro-ministro diferente dos líderes dos três maiores partidos. O eleitor, que assistiu entusiasmado aos três debates que marcaram a campanha eleitoral deste ano, poderia receber como líder do país alguém que nem esteve presente nos embates na TV.
Como em qualquer processo de composição de aliança, a necessidade de concessão deixa muitos eleitores e as bases dos partidos indignados, perplexos. Parte do Partido Trabalhista disse claramente que não aceita um acordo com os liberais, por diferenças ideológicas (os liberais são vistos por muitos como distantes demais dos sindicatos de trabalhadores) ou programáticas (muitos trabalhistas não querem a reforma que os liberais têm exigido para mudar o sistema eleitoral britânico). Muitos liberais democratas passam mal só de pensar em participar de um governo conservador, e entre os conservadores há quem prometa lutar com unhas e dentes contra a reforma eleitoral liberal, mesmo que esta seja parte inicial de um acordo.
Os britânicos estão mais acostumados a um mundo político preto ou branco, conservador ou trabalhista, assim como os americanos se dividem entre republicanos e democratas. Diante do descrédito do atual sistema e do Parlamento, após um escândalo de abuso de despesas de parlamentares, as preferências políticas diluíram-se nas eleições da semana passada, oferecendo um cenário de divisão e incertezas. Mas muitos acreditam que as alianças, exatamente pela fragmentação das preferências do eleitor e do enfraquecimento das ideologias, serão parte da realidade daqui por diante. O mundo político britânico parece ter se tornado mais cinza, e uma sociedade antes acostumada com posições claras e radicalmente opostas terá de conviver com a dúvida e a acomodação política. Lula, Collor e Sarney são exemplos de um mundo em que a necessidade vem primeiro, e a ideologia depois. Talvez os britânicos tenham de abraçar um mundo novo, que há muito faz parte da realidade brasileira.
Por Rogerio Simões
Essa é a realidade das alianças políticas, capazes de passar por cima de ideologias e mágoas antigas em nome, pelo menos em tese, do interesse comum. Mais conhecidas por muitos como "é dando que se recebe", alianças polêmicas estão longe de se restringir a jovens democracias, como temos visto claramente nos últimos dias. Pouco acostumados com sua necessidade e suas consequências, os britânicos são agora obrigados a enfrentar esse monstro da política, que põe princípios de lado e levam até as mais intransigentes lideranças a dançar com o inimigo.
As eleições para o Parlamento britânico, no último dia 6, não resultaram em um vencedor claro. O Partido Conservador, da oposição, ficou com o maior número de cadeiras e teve o maior número de votos, mas sem conseguir os 326 assentos que o permitiriam governar sem alianças. Com isso, o terceiro colocado, Partido Liberal Democrata, de características "conservadoras" na economia e "esquerdistas" em políticas sociais, virou o fiel da balança. Seu líder, Nick Clegg, anunciou que negociaria um possível acordo primeiramente com os conservadores, do líder David Cameron. Após três dias de conversas, a surpresa: Clegg também vinha negociando, secretamente, com o primeiro-ministro trabalhista, Gordon Brown, que prometeu renunciar ao posto se um acordo de seu partido com os liberais fosse obtido. Ou seja, nas alianças britânicas um acordo entre o segundo e o terceiro colocados nas eleições poderia terminar com um primeiro-ministro diferente dos líderes dos três maiores partidos. O eleitor, que assistiu entusiasmado aos três debates que marcaram a campanha eleitoral deste ano, poderia receber como líder do país alguém que nem esteve presente nos embates na TV.
Como em qualquer processo de composição de aliança, a necessidade de concessão deixa muitos eleitores e as bases dos partidos indignados, perplexos. Parte do Partido Trabalhista disse claramente que não aceita um acordo com os liberais, por diferenças ideológicas (os liberais são vistos por muitos como distantes demais dos sindicatos de trabalhadores) ou programáticas (muitos trabalhistas não querem a reforma que os liberais têm exigido para mudar o sistema eleitoral britânico). Muitos liberais democratas passam mal só de pensar em participar de um governo conservador, e entre os conservadores há quem prometa lutar com unhas e dentes contra a reforma eleitoral liberal, mesmo que esta seja parte inicial de um acordo.
Os britânicos estão mais acostumados a um mundo político preto ou branco, conservador ou trabalhista, assim como os americanos se dividem entre republicanos e democratas. Diante do descrédito do atual sistema e do Parlamento, após um escândalo de abuso de despesas de parlamentares, as preferências políticas diluíram-se nas eleições da semana passada, oferecendo um cenário de divisão e incertezas. Mas muitos acreditam que as alianças, exatamente pela fragmentação das preferências do eleitor e do enfraquecimento das ideologias, serão parte da realidade daqui por diante. O mundo político britânico parece ter se tornado mais cinza, e uma sociedade antes acostumada com posições claras e radicalmente opostas terá de conviver com a dúvida e a acomodação política. Lula, Collor e Sarney são exemplos de um mundo em que a necessidade vem primeiro, e a ideologia depois. Talvez os britânicos tenham de abraçar um mundo novo, que há muito faz parte da realidade brasileira.
Por Rogerio Simões
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A verdade sobre a Monsanto
A agricultura transgênica, 30 anos após a sua introdução, finalmente criou seu monstro, cortesia do Roundup, um herbicida poderoso usado em plantações de soja transgênica que vem transformando as ervas daninhas que deveria eliminar em verdadeiras super-ervas, resistentes aos inseticidas disponíveis no mercado. Qual a consequência disso? Aumentar a dose de agrotóxicos em nossas lavouras. Não dando certo, a saída é investir na criação de novo inseticida, ainda mais mortífero. E se ele não funcionar? Aí, o mundo maravilhoso da transgênia vai virar pesadelo.
“Estamos de volta há vinte anos” relata fazendeiro americano em reportagem do jornal The New York Times. Obrigado a dobrar a quantidade de herbicidas altamente tóxicos e retornar para métodos antigos para conter as ervas cada dia mais fortes e predatórias, o produtor vê seus custos aumentarem. Para o consumidor sobram alimentos mais tóxicos a um preço mais alto.
O herbicida Roundup é anterior à introdução dos transgênicos, mas foi com o surgimento da semente de soja da Monsanto apelidada de Roundup Ready – aquela que já vem pronta para receber banhos do produto, que ele se tornou popular em lavouras. Propaganda maciça e bons preços atraíram o homem do campo em direção ao agrotóxico da Monsanto e hoje o Roundup, também chamado pelo seu nome científico glifosato, é um produtos altamente popular.
“Em toda espécie de erva daninha temos indivíduos geneticamente resistentes e outros suscetíveis ao efeito dos herbicidas. O uso intensivo de um produto mata todos os que forem suscetíveis e, a longo prazo, deixa apenas as plantas resistentes. Elas se disseminam e tornando-se cada dia mais fortes”, diz Dionízio Grazziero, engenheiro-agrônomo e pesquisador da Embrapa.
Grazziero explica que, graças a este tipo de desequilíbrio, torna-se necessário adicionar outros tipos de herbicida no coquetel das sementes: “Quanto mais produto, mais caro fico para o produtor, e, claro, maior o impacto ambiental. A cultura transgênica trouxe o aumento do uso intensivo e muitas vezes inadequado de Roundup”, complementa.
Em recente palestra no Brasil, o pesquisador Michael Hansen, especialista em impactos da biotecnologia na agricultura e cientista sênior da Consumers Union, maior organização de consumidores dos Estados Unidos, trouxe alerta da comunidade científica para outros possíveis efeitos do Roundup. As suspeitas são de que o produto possa levar à reprodução indevida de células e o aumento nas taxas de abortos espontâneos e de má formação fetal.
Esta história tem cheiro de coisa antiga. Mais especificamente, de um problema que perdurou no Brasil por mais de 25 anos. Este foi o tempo que levamos para proibir o uso de outro grande vilão, o DDT, inseticida banido graças aos efeitos criminosos na saúde humana e ambiental. Há 50 anos, quando ele surgiu, espalhou-se a crenca que o mundo iria se livrar dos insetos. Do mesmo modo que a transgênia, um dia, prometeu uma lavoura sem ervas daninhas. Promessas de vidro, que os insetos e a super erva que começou a crescer em solo americano se encarregharam de quebrar.
“Estamos de volta há vinte anos” relata fazendeiro americano em reportagem do jornal The New York Times. Obrigado a dobrar a quantidade de herbicidas altamente tóxicos e retornar para métodos antigos para conter as ervas cada dia mais fortes e predatórias, o produtor vê seus custos aumentarem. Para o consumidor sobram alimentos mais tóxicos a um preço mais alto.
O herbicida Roundup é anterior à introdução dos transgênicos, mas foi com o surgimento da semente de soja da Monsanto apelidada de Roundup Ready – aquela que já vem pronta para receber banhos do produto, que ele se tornou popular em lavouras. Propaganda maciça e bons preços atraíram o homem do campo em direção ao agrotóxico da Monsanto e hoje o Roundup, também chamado pelo seu nome científico glifosato, é um produtos altamente popular.
“Em toda espécie de erva daninha temos indivíduos geneticamente resistentes e outros suscetíveis ao efeito dos herbicidas. O uso intensivo de um produto mata todos os que forem suscetíveis e, a longo prazo, deixa apenas as plantas resistentes. Elas se disseminam e tornando-se cada dia mais fortes”, diz Dionízio Grazziero, engenheiro-agrônomo e pesquisador da Embrapa.
Grazziero explica que, graças a este tipo de desequilíbrio, torna-se necessário adicionar outros tipos de herbicida no coquetel das sementes: “Quanto mais produto, mais caro fico para o produtor, e, claro, maior o impacto ambiental. A cultura transgênica trouxe o aumento do uso intensivo e muitas vezes inadequado de Roundup”, complementa.
Em recente palestra no Brasil, o pesquisador Michael Hansen, especialista em impactos da biotecnologia na agricultura e cientista sênior da Consumers Union, maior organização de consumidores dos Estados Unidos, trouxe alerta da comunidade científica para outros possíveis efeitos do Roundup. As suspeitas são de que o produto possa levar à reprodução indevida de células e o aumento nas taxas de abortos espontâneos e de má formação fetal.
Esta história tem cheiro de coisa antiga. Mais especificamente, de um problema que perdurou no Brasil por mais de 25 anos. Este foi o tempo que levamos para proibir o uso de outro grande vilão, o DDT, inseticida banido graças aos efeitos criminosos na saúde humana e ambiental. Há 50 anos, quando ele surgiu, espalhou-se a crenca que o mundo iria se livrar dos insetos. Do mesmo modo que a transgênia, um dia, prometeu uma lavoura sem ervas daninhas. Promessas de vidro, que os insetos e a super erva que começou a crescer em solo americano se encarregharam de quebrar.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Vai uma hidreletrica aí?
Apesar de sua monstruosidade, Belo Monte é uma gota numa bacia que ainda deve ver muita barragem em seu leito. É o que indica o Plano Decenal de Energia (PDE), que o Ministério de Minas e Energia acaba de abrir a consulta pública. Segundo o documento, que indica os passos do MME para os próximos dez anos, R$ 175 bilhões de investimentos estão reservados ao setor de geração. Dessa bolada, uma fatia de 71% vai para a construção de novas hidrelétricas. A maioria na Amazônia.
O dinheiro para as represas começa a correr a partir de 2014. Até lá, 10.700 MW virão de novas termelétricas. Na ponta do lápis, o crescimento das térmicas a carvão alcança os 80%, e de óleo combustível, 170%.
Além das hidrelétricas, o plano ainda separa uma pequena fatia para outras fontes renováveis, como biomassa e eólica. Mas deixa claro que isso só vai para frente se nenhum “entrave ambiental” atrapalhar. E aí o discurso volta para o ruim e velho dramalhão que não dispensa uma chantagem.
“A concretização deste plano depende principalmente da obtenção de licenças prévias ambientais. Caso contrário, uma eventual expansão de projetos termelétricos, preferencialmente movidos a gás natural, mas também projetos a carvão mineral, poderão constituir alternativa de atendimento à demanda, frente a eventuais atrasos dos projetos indicados”, afirma trecho do documento.
Postado no blog do greenpeace
O dinheiro para as represas começa a correr a partir de 2014. Até lá, 10.700 MW virão de novas termelétricas. Na ponta do lápis, o crescimento das térmicas a carvão alcança os 80%, e de óleo combustível, 170%.
Além das hidrelétricas, o plano ainda separa uma pequena fatia para outras fontes renováveis, como biomassa e eólica. Mas deixa claro que isso só vai para frente se nenhum “entrave ambiental” atrapalhar. E aí o discurso volta para o ruim e velho dramalhão que não dispensa uma chantagem.
“A concretização deste plano depende principalmente da obtenção de licenças prévias ambientais. Caso contrário, uma eventual expansão de projetos termelétricos, preferencialmente movidos a gás natural, mas também projetos a carvão mineral, poderão constituir alternativa de atendimento à demanda, frente a eventuais atrasos dos projetos indicados”, afirma trecho do documento.
Postado no blog do greenpeace
Salve, Salve amigos!
A AMAPATOS surgiu da necessidade de se ter em Patos de Minas uma entidade que difundisse a nova dinâmica das instituições públicas sendo que, gradativamente, elas estão traçando suas diretrizes embasando-se na transparência administrativa. Consequentemente, esta nova concepção traz em seu cerne a necessidade, por parte do cidadão, de conhecer a organicidade e logística da administração pública local e, se for o caso, atuar no sentido de cobrar dos gestores a aplicabilidade das leis, bem como saber sobre o destino dos recursos públicos que são repassados ou recolhidosem forma de tributos.
Foi nesta linha de raciocínio que os articuladores estão difundindo suas idéias até chegar em um grupo engajado e bem heterogêneo.
Temos procurado mobilizar a sociedade civil, a priori, para ajudar-nos a formar um grupo maior, uma vez que este tipo de organização gera uma demanda substancial de voluntários que propiciarão, de acordo com seus anseios, as diretrizes da associação.
Nossa pretensao é formar, em torno de diretorias auxiliares, grupos de trabalho que irão fiscalizar áreas específicas como meio-ambiente, educação, cultura, saúde, segurança pública, etc. e também elaborar projetos facilitadores ao acesso dos cidadãos nestes setores e trazer também informações relativas às ações públicas.
Todas as ações pretendidas pela associação são respaldadas no efetivo poder da sociedade democrática sobre seu governo e a capacidade que os movimentos sociais organizados na sociedade civil tem de atuar diretamente na gestão pública, orientando as ações dos governos e os gastos destes em direção aos interesses da população.
Foi nesta linha de raciocínio que os articuladores estão difundindo suas idéias até chegar em um grupo engajado e bem heterogêneo.
Temos procurado mobilizar a sociedade civil, a priori, para ajudar-nos a formar um grupo maior, uma vez que este tipo de organização gera uma demanda substancial de voluntários que propiciarão, de acordo com seus anseios, as diretrizes da associação.
Nossa pretensao é formar, em torno de diretorias auxiliares, grupos de trabalho que irão fiscalizar áreas específicas como meio-ambiente, educação, cultura, saúde, segurança pública, etc. e também elaborar projetos facilitadores ao acesso dos cidadãos nestes setores e trazer também informações relativas às ações públicas.
Todas as ações pretendidas pela associação são respaldadas no efetivo poder da sociedade democrática sobre seu governo e a capacidade que os movimentos sociais organizados na sociedade civil tem de atuar diretamente na gestão pública, orientando as ações dos governos e os gastos destes em direção aos interesses da população.
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